Este artigo discute as relações entre o papel da Educação e a necessidade de superação da insustentabilidade socio-ambiental no atual modelo de civilização.
Existe em nossa sociedade um modo dominante de entendimento da idéia de Educação que costuma tomá-la como sinônimo de educação formal, escolar e universitária, realizada pelas instituições legitimamente reconhecidas para estas funções, chamando de "informal" tudo o que não cabe nesses contextos. Este modo de conceber a Educação reduz a uma categoria residual um vasto campo de relações sociais, na escala dos processos socio-políticos locais, comunitários e cotidianos, onde a prática educativa pode exercer um forte papel transformador.
A presente discussão pretende construir uma noção complexa de educação, com base em sua importância estratégica num contexto de mudança de paradigmas, na intenção de gerar uma compreensão que prescinda da necessidade de distinguir entre educação formal e não-formal, ou entre os vários focos fragmentados da Educação, como é o caso do qualificativo "ambiental".





