O artigo discute a construção conceitual da noção de pertencimento tendo como referência o pensamento da complexidade e os fundamentos da Educação Ambiental. Referencia o enraizamento físico e biológico do sujeito humano e destaca a qualidade própria de todo sujeito vivo que se inclui em relações de pertencimento sem perder sua identidade particular, realizando simultaneamente a distinção individual e o pertencimento societário. Coloca também a necessidade de evitar o reducionismo biológico, quando se trata de distinguir a natureza humana na dimensão da vida, mostrando que a noção de pertencimento humano exige inscrever a lógica da vida nas condições específicas do modo de organização cultural da sociedade humana. Conclui que o princípio do pertencimento traz em seu bojo a questão da subjetividade como uma dimensão intrínseca do conhecimento vivo e humano, e que integrá-la é condição de possibilidade para um conhecimento que se sabe pertencente e se quer compatível com a complexidade do vivido.





